Coisas da alma
Sobre Deus
Vou escrever o que penso sobre meu paizinho do céu, que para minha pessoa é um ser superior fantástico, maravilhoso, extraordinário. Baseado no que pensa Rubem Alves um escritor maravilhoso que escreve brincando, e isso torna suas idéias claras, inteligentes e de forma lúdica, enfim depois de ler pensadores e várias teorias sobre Deus, inferno, fé, sobre a salvação da alma, e sobre o homossexualismo, resolvi então falar o que penso desses assuntos, que muitos não questionam, por serem assuntos polémicos. Então diante de tantas teorias que li meditei e a minha conclusão foi a mesma que esse escritor encantador Rubem Alves, e é sobre esse assunto que irei redigir agora, sobre esses temas incrivelmente fantásticos.
Então Sobre Deus...
Nossa! O que penso sobre meu paizinho lá do céu que criou todas as coisas e me deu a vida é só coisas lindas.Ele para minha pessoa é como uma fonte de água cristalina. Através dos séculos os homens têm sujado essa fonte com seus malcheirosos excremetos intelectuais. Disseram que ele tem uma câmara de torturas chamada inferno onde coloca aqueles que lhe desobedecem, por toda a eterninade, e ri de felicidade contemplando o sofrimento sem remédio dos infelizes.Disseram que ele tem prazer em ver o sofrimento dos homens, tanto assim que os homens, com medo, fazem as mais absurdas promessas de sofrimento e autoflagelação para obter o seu favor. Disseram que ele se compraz em ouvir repetições sem fim de rezas, como se ele tivesse memória fraca e a reza precisasse ser repetida constantemente para que ele não esqueça. Em nome de Deus os que julgavam possuidores das idéias certas, fiozeram morrer nas foqueiras milhares de pessoas. Mas a fonte de água cristalina ignora as indignidades que os homens lhe fizeram. Continua a jorrar água cristalina, indiferente àquilo que os homens pensam dela. Nossas idéias sobre Deus não fazem a mínima diferença para ele. Fazem sim, diferença para nós. Pessoas que têm idéias terriveis sobre Deus, pois não conseguem dormir direito, são mais suscetíveis de ter infartos e são intolerantes. Pessoas qur têm idéias mansas sobre Deus dormem melhor, o coração bate tranqüilo e são tolerantes. Fui ver o mar quando viajei a Porto Seguro em Julho/2009. Gosto do mar quando a praia está vazia da perturbação humana. Nas tardes, de manha bem cedo. A areia lisa, as ondas que quebram sem parar, a espuma, o horizonte sem fim. Que grande mistério é o mar! Que cenários fantásticos estão no seu fundo, longe dos olhos! Penso no mar como uma metáfora de Deus. Algumas pessoas têm a ilusão de que é possível engarrafar Deus. Freqüentemente algumas religiões se proclamam como fábricas de engarrafar Deus, pois eles pensam que quem tem Deus engarrafado tem o poder. Como na estória de Aladim e a lâmpada mágica. Nesse Deus eu não acredito. Acredito num Deus Vivo, que não se deixa engarrafar, prefiro pensar num Deus que fez o mar...imagino os mistérios do mar, do céu...da lua...do sol...da chuva...ai nesse Deus eu acredito divinamente.
Sobre o Inferno
Alguém me perguntou se eu acredito na existência do inferno, o lugar onde dissem que Deus aprisiona as almas condenadas por toda a eternidade em sofrimentos sem fim. Eu não respondi, mas vou lhes contar uma estória para que vocês cheguem as suas próprias conclusões. Era uma vez um velhinho simpático que morava numa casa cercada de jardins. O velhinho amava seu jardim e cuidava dele pessoalmente. Na verdade fora ele que pessoalemte o plantara. Flores de todos os tipos, árvores frutíferas das mais variadas espécies, fontes, cachoeiras, lagos cheios de peixes, patos, gansos, garças. Os pássaros amavam o jardim, faziam seus ninhos em suas árvores e comiam dos seus frutos. As borboletas e abelhas iam de flor em flor, enchedo o espaço com as suas danças. Tão bom era o velhinho que o seu jardim era aberto a todos: crianças, velhos, namorados, adultos cansados. Todos podiam comer de suas frutas e nadar nos seus lagos de águas cristalinas. O jardim do velhinho era um verdadeiro paraíso, um lugar de felicidade. O velhinho amava todas as criaturas e havia sempre um sorriso manso no seu rosto. Prestando-se um pouco de atenção, era possível ver que havia profundas cicatrizes nas mãos e nas pernas do velhinho. Contavam-se que, certa vez, vendo uma criança sendo atacada por um cão feroz, um velhinho para salvar a criança,lutou com o cão e foi nessa luta que ele ganhou suas cicatrizes. Os fundo do terreno da casa do velhimho davam para um bosque misterioso que se transformavam numa mata. Era diferente do jardim, por que a mata, não tocada pelas mãos do velhinho, crescera selvagem como crescem todas as matas. Ovelhinho achava as matas selvagens tão belas quanto os jardins. Quando o sol se punha e a noite descia, o velhinho tinha um hábito que a todos intrigavam: ele se embrenhava pela mata e desaparecia, só voltando para o seu jardim quando o sol nascia. Ninguem sábia direito o que ele fazia na mata e estranhos rumores começaram a circular. Os seres humanos têm sempre uma tendência para imaginar coisas sinistras. Começaram, então, a espalhar o boato que o velhinho, quando a noite caía, se transformava num ser monstruoso, parecido com lobisomem e na floresta existia uma caverna profunda onde o velhinho mantia, acarrentadas, pessoas de que ele não gostava, e que seu prazer era torturá-las com lâminas afiadas e ferros em brasa. Lá assim corria o boato que o velhinho babava de prazer vendo o sofrimento dos seus prisioneiros. Outros diziam, ao contrário, que não era nada disto. Que não havia nem caverna, nem prisioneiros e nem torturas. Essas coisas existiam mesmo era só na imaginação de pessoas malvadas que inventavam os boatos. O que acontecia era que o velhinho era um místico, que amava as florestas e entravam no seu escuro para ficar en silêncio, em comunhão com o mistério do universo. Você decide. você devide em qual versão acreditar. Note bem: ninguem jamais entrou na floresta escura. Tudo que há são fantasias de homens: fantasias de homens cruéis e vingativos. Fantasias de homens movidos pelo rancor. Se você se decidir a acreditar que o velhinho tem uma câmara de tortura que lhe dá prazer, então você tem de acreditar também que ele é um monstro igual aos torturadores que brincam com as crianças durante o dia e torturam pessoas indefesas durante a noite. Que sua bondade diurna não passa de uma farsa. Você acha que eu poderia amar um velhinho assim? Você poderia? Diante de um velhinho assim a gente sente horror, jamais amor. Quam acredita que Deus tem uma câmara de torturas eterna não pode amá-lo. Só pode temé-lo. Mas como Deus é amor, aquilo que é temido não pode ser Deus, só pode ser o diabo. Mas você acredita que a tal câmara de tortura não passa de uma invenção do coração malvado dos homens, então você amará o velhinho cada vez mais. Você entendeu essa estória? Essa estória é uma parábola sobre Deus. Quem acredita no inferno está na realidade, acreditando em coisas horrendas sobre Deus. A questão crucial, portanto, nessa pergunta sobre a existencia do inferno, é: O que é que você pensa de Deus? Imagino que o velhinho deve ter chorado amargamente quando ficou sabendo dos boatos que os homens estavam espalhando sebre ele. Penso que Deus chora também quando os religiosos, que se dizem a seus serviços, espalham esses boatos de que ele se diverte com o sofrimento dos presos na sua camara de torturas. Se o velhinho não fosse tão bom acho que seriam esses que ele enviaria para uma temporada de curta duração no inferno,se ele existisse...(Texto baseado no pensamento de Rubem Alves e no meu pensamento também). Vânia Marques.
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