domingo, 29 de agosto de 2010

Quando Eu Estiver Com Sessenta E Quatro...

When I'm Sixty-Four
When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a Valentine.
Birthday greetings bottle of wine.
If I'd been out till quarter to three.
Would you lock the door.
Will you still need me, will you still feed me,
When i'm sixty-four.
You'll be older too,
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy, mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday morning go for a ride,
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four.
Every summer we can rent a cottage,
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera, Chuck and Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four?
Quando Eu Estiver Com Sessenta E Quatro
Quando eu ficar mais velho, perdendo meus cabelos
Muitos anos adiante
Você ainda irá me mandar presentes no dia dos namorados
Saudações no aniversário, garrafa de vinho?
Se eu estiver fora até quinze pras três
Irá trancar a porta?
Você ainda irá precisar de mim, ainda irá me alimentar
Quando eu estiver com sessenta e quatro?
Você estará mais velha também
E se você disser a palavra
Eu poderia ficar com você
Eu posso ser útil, concertando um fusível
Quando suas luzes apagarem
Você poderia me tricotar um suéter perto da lareira
Nas manhãs de domingo iremos dar uma volta
Fazendo o jardim, cavando a erva daninha
Quem poderia pedir por mais?
Você ainda irá precisar de mim, ainda irá me alimentar
Quando eu estiver com sessenta e quatro?
Todo verão poderiamos alugar uma cabana
Na Ilha de Wight, se não for caro demais querida
Iríamos pechinchar e economizar
Netos no joelho
Vera, Chuck & Dave
Mande-me um cartão postal, me manda um telegrafama
Informando o ponto de vista
Indique precisamente o que quer dizer
Estás sinceramente, se desperdiçando
Me dê uma resposta, preenche um formulário
Minha para todo o sempre
Você ainda irá precisar de mim, ainda irá me alimentar
Quando eu estiver com sessenta e quatro?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aprendi que a Vida é bela e deve ser Vivida Intensamente...

"Aprendi que se aprende errando...Que crescer não significa fazer aniversário...Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem...Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro...Que amigos a gente conquista mostrando o que realmente somos...Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim...Que a maldade se esconde atrás de uma bela face...Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela...Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada...Que a natureza é a coisa mais bela na Vida...Que Amar significa se dar por inteiro...Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos...Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde...Que dar carinho também faz...Que sonhar é preciso...Que se deve ser criança a vida toda...Que nosso ser é livre.Que Deus não proibe nada em nome do amor.Que o julgamento alheio não é importante, quando se tem a consiencia tranquila....Que o que realmente importa é a Paz interior.E finalmente.Poder olhar para trás... e ver que tudo valeu a pena....
"Somos o que fazemos de nós.Estamos onde nos colocamos.Somos o capitão do barco do nosso destino.Dirigimos nossa vida pelas nossas atitudes.Criamos atitudes com aquilo que escolhemos acreditar.E crenças a genti muda quando quer."

domingo, 15 de agosto de 2010

QUEM ESTÁ NO CONTROLE? EU ou O OUTRO?

Talvez a pior presença na vida seja o outro! Se não houvesse o outro não teríamos consciência da gente. O outro contrasta conosco e começamos a perceber a nossa individualidade! Como diz uma das sentenças da Psicanálise: "O outro me revela".
Uma mensagem que traz um misto de nulidade e sarcasmo é a de que o outro é quem está mais na nossa cabeça que nós mesmos! E isto nem sempre condiz com a realidade. É a concepção da nossa mente... e, de repente, o centro não é mais eu... é o OUTRO...
O medo do outro é aprendido - é colocado pela nossa cultura - vai sendo lenta, mas, inexoravelmente, impregnado em nossa estrutura psicológica - vamos entrando na jogada dos outros para eles não “machucarem” a gente.
E, como não somos uma sociedade preparada para a verdade, para o confronto, fomos condicionados a temer, a nos segurar para "não pegar mal"... Como você vai se soltar se tem todo mundo te olhando pronto pra te mandar uma flechada, uma crítica? A sociedade impõe o que é "normal" e ai de v0cê se não se encaixar! Muitos que leem este texto se acham no direito de alguma forma punir quem não fizer conforme os padrões convencionais... Aprendemos desde muito cedo a não se mostrar... até a negar/mentir se possível for!
Muito do que as pessoas fazem ou deixam de fazer, por detrás, HÁ MEDO!!! No íntimo, dizem: "vou fazer ou deixar de fazer para os outros me aplaudirem ou para os outros não me acabarem"... Tememos o outro e suas críticas!!!
É até interessante salientar que uma das máximas da Psicologia é: a gente só critica o que a gente tem como defeito. Estamos insatisfeitos com a gente, aí metemos o pau nos outros e isso nos dá a falsa impressão de que estamos fazendo algo por alguém... Inclusive nos sentimos superiores quando metemos o pau nos outros. É uma sensação orgasmática-ejaculativa: uma delícia!!!
Só que, “com quem ferro fere…”
E porque a crítica, o criticismo dos outros é ou parece tão perigoso para nós?
Pode ser que se refira à VERDADE mesmo; pode ser o fato de não sermos bons o bastante... mas, creio que o principal motivo é O DESEJO DE SER APROVADO PELO OUTRO - Isso é o que importa: Esperar a aceitação e a aprovação do outro.... Esperar que o outro supra a nossa necessidade de aprovação... Portanto, escolhemos o outro como responsável pelas nossas necessidades... COMO SOMOS DOMINADOS PELO OUTRO!!!
E é um paradoxo horrível: Quanto mais eu busco a aprovação dos outros, mais exposto eu fico às suas flechadas - torno-me um ser vulnerável, fragilizado! E quando estou assim vulnerável, o que é que eu vou fazer? Resposta: O que fizemos desde criança - tentar seduzir os outros! Fazemos personagens, atuações, malabarismos sociais...
Se eu sou dependente e estou no perigo de ser rejeitado por alguém, eu vou fazer alguma coisa para não ser rejeitado! Vou me comportar de uma forma que vai seduzir o outro e fazê-lo ficar legalzinho comigo... Com isso, eu me defendo...
Neste particular, quais as armas muito utilizadas para a defesa? Cito duas:
1 - CHANTAGEM - a pessoa se faz de boazinha (inclusive as pessoas que usam isso são muito usáveis) tem que agradar sempre, não pode dizer não, tem que sempre ceder...
O chantagista, especialmente se está numa posição de liderança, ameaça revelar coisas ou informações, ou ainda, não dar a oportunidade que a pessoa tanto quer, a não ser que o(a) ameaçado(a) cumpra as exigências feitas. E só existe um chantagista quando há um generoso que vive dominado pelo sentimento de culpa e, portanto, é conivente com a atitude do outro. Aqui, nesse ponto, vai até uma dica: Para identificar se você é vítima de alguma chantagem, fique atento à sensação que ela causou: se de cobrança ou de culpa.
Há pessoas hábeis em manipular usando esse artifício. São aquelas com uma sensibilidade aguçada, que conseguem identificar os pontos fracos dos outros com facilidade. Então elas, para conseguir o que querem, se utilizam desses pontos fracos, manipulando. E a vítima se sente impelida a fazer o que se pede, pois não quer se sentir culpada ou cobrada.
2 - AUTOVITIMIZAÇÃO - A autovitimização é cômoda e agradável. A pessoa que se vitimiza, localiza-se num espaço imaginário que lhe confere automaticamente "a razão" e as considerações incondicionais de outras pessoas.
A vítima não quer assumir as responsabilidades. Na verdade, NÃO ser a vítima já nos tira da condição privilegiada da proteção do outro, criando uma série de questões para que o outro faça uma coisa por nós, nos proteja, etc. Já vi caras chegarem com o braço enfaixado no trabalho (mas não quebrou nada não!) - apenas um malabarismo da autovitimização para safar-se - proteção contra uma condenação, uma punição, um comentário maldoso ou infame do colega que ameaça a "credibilidade"... Vi a essência desse espírito se manifestar centenas de vezes nos templos religiosos!
Os líderes eclesiásticos fazem as pessoas trabalharem para eles - é só colocar um pouco de culpa! E a consciência das massas diz a elas: "Vai lá e faz o que o cara quer - seja um bom cristão!"A autopreservação é muito forte!
E tem gente que ainda diz: “Eu não ligo para os outros”. Só que isso é o que pintam na tela do seu enganoso coração - não é o ato cotidiano! A realidade é que se importam SIM!!!
E, aí, as primeiras necessidades não são as nossas - são as dos outros. E O PROBLEMA É QUE ESTES OUTROS SÃO MANIPULADORES...
Portanto, minha conclusão é:
Só conseguimos ser autênticos quando estamos seguros em nós e não nos outros - nesse caso, a segurança está garantida de uma forma diferente! Se eu me aprovo e estou seguro em minha aprovação, já não preciso mais do reconhecimento do outro me segurando na sua onda - o que o outro faz, ou diz, ou olha, ou critica já não tem mais um peso aprisionante para mim, não me afeta porque eu tenho a mim mesmo como o mais importante!!! Portanto, não preciso mais da cobrança, da vergonha e nem da culpa.
Não é isso um aspecto maravilhoso da liberdade em Cristo?
JCX

ALÉM DA IMAGINAÇÃO...

ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Da mais densa inspiração vem tua luz
Adornando momentos, excitas a paz
Saciando sedentos, cobrindo nus
Em Ti o clímax da emoção não se desfaz
Tal “Fênix imortal” voaste no tempo e na História
E o oculto foi iluminando como a luz no zênite
Na terra ou no céu visível é a tua glória
Ao ataque da solidão, és proteção reluzente
Caminho a trilhar, coração a correr ao perfeito som
Suor pelo desejo, conquista pelo ritual
Consciência no ar, com a verdade e prazer no mesmo tom
Saber para o manejo e alcançar o essencial
MÚSICA, IMENSO UNIVERSO
MISTÉRIO, ENCANTO, SEDUÇÃO
MÚSICA, GLORIOSO UNIVERSO
ESTÁ ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Somos gotas de água no oceano da tua eternidade
Lucidez refletida nos quatros cantos da terra
Na rude palhoça ou no intelecto da urbanidade
Ouve-se tua voz decisiva como um grito de guerra
Infinitude sublime onde o limite é inteiramente abolido
Onde a virtude e perfeição resplandecem simultaneamente
Há alegria real no sorriso do faminto servido
E a simetria das raças é vista perceptivelmente
Composição: Josué C. Xavier






A IMPRESCINDIBILIDADE DA LEITURA...

TEXTO 1 – O ATO DE LER
Poucos brasileiros entendem o que lêem. Não passam de 25% segundo pesquisa recente do Ibope. Vale dizer que a maioria da população mantém-se nos limites de uma deficiência instrumental que torna sombrio o prognóstico quanto ao futuro da nação.
A leitura é um dos últimos recantos da liberdade intelectual. Quem lê cria tanto ou mais que o autor. Com a imaginação solta, o leitor elabora mentalmente os cenários, compõe o perfil das personagens, interpreta diálogos, identifica afinidades pessoais e vive, a seu modo, o prazer e a infinitude das emoções potencialmente contidas no texto.
Quem lê não recebe imagens prontas, coloridas, acabadas. Tem de construí-las pelo processo do entendimento e interpretação. Suas emoções não são pautadas pelas vinhetas da mídia eletrônica que padronizam as emoções do telespectador sempre passivo, para modelar a opinião pública que interessa aos produtores. O leitor nunca é passivo. Exercita, o tempo todo, os mecanismos psicodinâmicos que fundamentam, estruturam e aperfeiçoam a consciência. Por isso, desenvolve a criatividade, refina a percepção, aprimora o senso crítico e fica imune às manipulações que a comunicação pela imagem veicula como ingredientes de dominação.
A leitura é problematizadora, induz a reflexão, suscita hipóteses, faz pensar. Já a comunicação pela imagem, ao ser utilizada como ferramenta de controle da opinião pública, é a negação do pensamento. Não passa de show visual cheio de efeitos especiais que despertam a sensação do fantástico, do extraordinário, do instantâneo e promovem a preguiça mental do expectador por meio do deslumbramento programado. E o deslumbrado não pensa, admira. Não critica, assimila. Não forma sua opinião, repete a que recebe. Não reage, absorve. Não cria, consome. Não resiste, deixa-se aculturar. Não se afirma, submete-se.
Não por acaso, as sociedades menos desenvolvidas e mais dominadas são justamente as que menos lêem. São aquelas que admitem o analfabetismo com naturalidade, se é que suas elites não o perpetuam deliberadamente. Aliás, um dos indicadores de desenvolvimento usados na atualidade é o número de televisores difundidos pelo país. Não é o número de livros publicados ou lidos pelo cidadão. Os grupos dominantes sabem muito bem que a palavra escrita é incontrolável e portanto libertadora, enquanto a imagem pode ser “ cientificamente” editada para inibir a liberdade de pensamento. Nesse sentido, a palavra pertence à sintaxe da revolução, enquanto a imagem é a fonte da ilusão conservadora.
A Santa Inquisição não queimava apenas as bruxas e os hereges. Incinerava montanhas de livros em praça pública para que não fossem lidos. Da mesma forma, em nosso país, agentes dos governos militares invadiam casas de “subversivos”, apreendiam e destruíam livros cujos títulos e autores integravam a lista dos proscritos do regime. Os jornais escritos foram duramente censurados, quando não empastelados. Em vez de criarem escolas para alfabetização e estímulo à leitura, optaram pela rede de televisão concebida como monopólio destinado a subjugar o povo, impondo-lhe novos padrões de consumo e dependência externa.
Nos primeiros momentos, houve necessidade de recurso às tropas para sufocar a resistência das gerações ainda formadas pela leitura. Mas, com o passar dos anos, a estratégia de controle pela mídia eletrônica produziu os resultados projetados. As gerações educadas pelos shows domingueiros e pela Xuxa de todas as manhãs foram se distanciando do hábito de ler e se desinteressando da palavra, do pensamento crítico, do vernáculo. A invasão cultural não tardou a nos americanizar, transformando-nos em consumidores da Disney, da violência enlatada, ou dos Big-Macs que já têm o sabor dos novos tempos.
A comunicação pela imagem eletrônica é a tropa de ocupação dos tempos modernos. Sua eficiência é indiscutível. O império mais violento da história da humanidade é mantido e ampliado por meio das imagens cuidadosamente montadas que nos chegam via satélite. O último recanto da liberdade intelectual vai sendo assim tomado de assalto pela ditadura eletrônica. O pensamento humano tornou-se prisioneiro de telas e cabos. Contudo, nos piores momentos de repressão, nunca se deixou de escrever e ler. Ainda que clandestinamente. E foi, quase sempre, na clandestinidade que se produziram os textos e leituras que transformaram a história do homem.
O escritor e o leitor dos dias atuais não são espécies em extinção, mas militantes da resistência libertária empurrados para a clandestinidade. Vivem nas catacumbas do atual império, mantendo, com a palavra escrita e a leitura, a réstia de luz transformadora que emana do ato de pensar para iluminar os rumos do futuro.
Artigo publicado no Correio Braziliense 24/09/2003 por Dioclécio Campos Júnior.
TEXTO 2 - "LEITURA, PRA QUE TE QUERO"
A leitura tornou-se uma obrigação no mundo pós-moderno. Ler jornal para nos mantermos informados dos acontecimentos da nossa cidade, do nosso país, do mundo... Ler obras técnico-científicas para adquirirmos conhecimento... Ler romances para nos distrairmos... Ler literatura de auto-ajuda para sermos bem sucedidos... Afinal, ler pra quê?
Essa pergunta, aparentemente simples, engloba uma série de fatores, incluindo o próprio conceito de leitura, que não é único nem definitivo: modifica-se através dos tempos, acompanhando as alterações do mundo. Chartier comenta que a invenção da imprensa, no século XV, transformou profundamente a reprodução de textos e a produção de livros, mas a revolução eletrônica, a que hoje assistimos, introduz modificações bem mais profundas. Essas modificações abrangem não apenas as formas e a materialidade do suporte, mas também a própria prática da leitura.
Essas transformações revolucionárias da ciência e da técnica, incorporadas ao nosso cotidiano, colocam-nos diante de um mundo novo, onde tudo é transitório e relativo, e exige do homem a busca de soluções originais e eficazes para seus problemas. Esse novo homem __ o “homem-massa”, dizem alguns __ tem novas necessidades e novos desejos. E, nesse contexto, a leitura não pode ser reduzida à mera decodificação de sinais, vinculada à alfabetização (aprender a ler e escrever). Antes deve ser entendida como “atribuição de sentidos”, podendo, inclusive, significar “concepção”, posição defendida por Paulo Freire, ao discutir a necessidade da “leitura de mundo” preceder a “leitura das palavras”.
Nessa perspectiva, somos levados a refletir sobre a emergência dos inumeráveis analfabetos, mas não no sentido de “iletrados”. Estes têm diminuído sensivelmente, graças a programas educacionais extensivos à grande maioria da população. O mundo pós-moderno originou outros tipos de analfabetos: o analfabeto digital, o analfabeto funcional, o analfabeto psicológico...
O primeiro diz respeito ao indivíduo que desconhece as técnicas da informática, o que poderá excluí-lo da leitura digital e, conseqüentemente, impedi-lo do acesso às informações veiculadas nesse poderoso veículo de comunicação e informação, que é a Internet.
Já o segundo, o analfabeto funcional, refere-se àqueles que, tendo passado pela fase da alfabetização propriamente dita, não encontram dificuldade para decodificar os signos lingüísticos, mas são incapazes de estabelecer relações de sentido. É bom lembrar que, ao contrário do que muitos supõem, o analfabeto funcional não é exclusividade do Brasil. Saramago, em entrevista pela televisão, mostrou-se preocupado com sua presença na Europa e até mesmo nos Estados Unidos.
O analfabeto psicológico __ talvez o mais grave __ é apontado por Mills como o homem-massa, originário da cultura de massa, voltada às leis do mercado, ou seja, ao lucro imediato. Uma sociedade que vende cultura e para isso precisa agradar o consumidor, seduzi-lo, poupando-lhe o esforço de pensar. Apresenta-lhe tudo pronto para ser consumido, sem exigir-lhe nenhum esforço físico e muito menos intelectual. Cuidando apenas do espectador médio, do ouvinte médio, do leitor médio, oferece-lhe produtos culturais médios... Não há estímulo à sensibilidade, à imaginação, à reflexão e à crítica. Não há descoberta, criatividade, liberdade... Apenas alienação!
Contra tudo isso, a leitura será nosso poderoso aliado, desde que, como mediadores que somos, propiciemos oportunidades para a leitura de diferentes textos, quanto a gênero, suporte, época... Ler sem nenhum tipo de preconceito. Ler para conhecermos melhor a realidade, ler para caminharmos por nossos próprios pés, seguindo nossa própria cabeça! Ler para sermos livres!...
Ler é essencial. Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e nossas experiências com as dos outros. No final de cada livro, ficamos enriquecidos com novas experiências, novas idéias, novas pessoas. Eventualmente, ficamos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios.
Ler é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Os livros colocam-nos em outros tempos, outros lugares, outras culturas. Os livros colocam-nos em situações e dilemas que nós nunca poderíamos imaginar que encontrássemos. Os livros ajudam-nos a sonhar, fazem-nos pensar.
NADA DESENVOLVE MAIS A CAPACIDADE VERBAL QUE A LEITURA DE LIVROS. Na escola aprendemos gramática e vocabulário. Contudo, essa aprendizagem nada é comparada com o que se pode absorver de forma natural e sem custo através da leitura regular de livros.
Alguns livros são simplesmente melhores que outros. Alguns autores vêem com mais profundidade o interior de personagens estranhas, e descrevem o que eles vêem e sentem de uma forma mais real e efetiva. As suas obras podem exigir mais dos leitores: consciência das coisas implicadas em vez de meramente descritas, sensibilidade às nuances da linguagem, paciência com situações ambíguas e personagens complicadas, vontade de pensar mais profundamente sobre determinados assuntos. Mas esse esforço vale a pena, pois estes autores podem proporcionar-nos aventuras que ficam na nossa memória para toda a vida.
Relativamente aos escritores em si, é difícil muitas vezes começar a ler livros de um novo escritor, o que nos leva a desistir ao fim de poucas páginas.
É essencial perseverar. A maioria da boa escrita é multifacetada e complexa. É precisamente essa diversidade e complexidade que faz da literatura uma atividade recompensatória e estimulante.
Muitas vezes um livro tem que ser lido mais de uma vez e com abordagens diferentes. Estas abordagens podem incluir: uma primeira leitura superficial e relaxada para ficar com as principais idéias e narrativa; uma leitura mais lenta e detalhada, focando as nuances do texto, concentrando-nos no que nos parece ser as passagens chave; e ler o texto de forma aleatória, andando para trás e para frente através do texto para examinar características particulares tais como temas, narrativa, e caracterização dos personagens.Todo o leitor tem a sua abordagem individual, mas o melhor método, sem dúvida, de extrair o máximo de um livro é lê-lo várias vezes.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Oito benefícios do sexo para a saúde

Vida sexual ativa alivia dores, melhora o sono e estimula a longevidade

Por Minha Vida

enviar para amigos enviar para amigos Facebook icone RssRSS
Avalie esta matéria306 votos
Click Here!
tamanho da letra: A- A+

Que o sexo te faz bem, isso você já notou. O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos desta reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO.

Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70 % dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. Confira:

sexo - foto: getty images

1. Alivia as crises de enxaquecas
Quando seu parceiro reclamar, dizendo que não quer sexo porque está com dor de cabeça, reverta a desculpa a favor da saúde dele. Segundo o médico Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias, como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

2. Melhora o aspecto da pele
Fazer sexo, principalmente no período da manhã, é um poderoso aliado da beleza para manter a juventude. Essa foi a conclusão de um estudo, realizado por cientistas da Universidade Queens (Reino Unido). De acordo com os pesquisadores, atingir o orgasmo aumenta os níveis de estrogênio, testosterona e de outros hormônios ligados ao brilho e a textura da pele e dos cabelos. Além disso, quando há o orgasmo, ocorre uma vasodilatação superficial dos vasos, até aumentando a temperatura em algumas pessoas. Com isso, a pele ganha uma aparência mais viçosa, e o brilho natural dela fica em destaque.

3. Alivia as cólicas da TPM
O ginecologista Neucenir Gallani faz questão de reforçar que isso não é uma regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados durante o sexo estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados e, com isso, há diminuição das dores que incomodam seu bem-estar nos dias antes da menstruação. "Mas há mulheres que, na fase pré-menstrual, não têm disposição para o sexo e forçar a barra pode ser pior", diz o ginecologista.

4. Melhora o sono
O relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor, e não apenas no dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido a ação dos neurotransmissores que passam a agir no seu organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

casal dormindo - foto: getty images

5. Diminui o estresse
O médico faz questão de ressaltar que o orgasmo não deve ser encarado como um remédio calmante, mas como parte de uma relação afetiva que traz prazer. Quando isso acontece, os níveis de estresse tendem a diminuir não só pela estabilidade emocional, mas também porque os chamados hormônios do estresse, como o cortisol, apresentam atividade reduzida. Quem trouxe essa novidade foi um estudo escocês recém-publicado na revista Biological Psychology.

6. Diminui os riscos de infarto
Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, realizado com mais de 3 mil homens de 45 a 59 anos, concluiu, após 20 anos, que o sexo frequente pode reduzir o risco de infartos fatais e de derrames. De acordo com as conclusões da pesquisa, a morte súbita causada por problemas de coração é mais comum entre homens que afirmam ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual.

7. Queima calorias
Segundo a Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, a atividade sexual pode ser um ótimo exercício para o corpo. Isso porque meia hora de sexo queimam, em média, 85 calorias. Portanto, se você está sem paciência para ir à academia, que tal optar pelo plano B?

8. Aumenta a imunidade
Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA , responsável pela proteção do organismo de infecções, gripes e resfriados.