terça-feira, 20 de abril de 2010
Saber Viver...
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar
Cora Coralina
domingo, 18 de abril de 2010
A atração às vezes pode levar ao amor de algum predador
Hoje, ao acordar, era ainda muito cedo. Abri um lado da janela e me deparei com um céu muito azul, sem uma nuvem sequer. O vento, cortante como uma lâmina, atingiu meu rosto. Foi quando vi, pela fresta da persiana, um passarinho, talvez um pardal, a ciscar feliz de um lado para o outro: ele saltitava, revoava no mesmo lugar, parecia dançar sobre a grama alta do jardim, bicando de lá e de cá, numa curiosa coreografia, própria dos pequenos pássaros.
Absorta em meus pensamentos, fiquei ali, não sei por quanto tempo, até que percebi, no imenso silêncio que se fazia e na imobilidade da cena, algo de errado: uma paradeira estranha, um suspense, um terrível aviso - a ave se mantinha completamente parada sobre a grama verde. Abri mais a persiana e vi um enorme gato (ou seria uma gata), de longos pelos negros, macios e brilhantes, com os olhos imensos, verdes como a grama, as pupilas finas e pontiagudas como suas próprias unhas. Mas parecia uma longelínea estátua egípcia do que um animal de verdade. O passarinho o fitava bem nos olhos, duas esmeraldas perdidas num céu noturno, sem estrelas.
A ave parecia hipnotizada e ia se aproximando do felino aos poucos, perigosamente, numa estranha e indefinível atração, como que capturada por aqueles olhos, por aqueles pelos brilhando ao sol. Nenhum dos dois se mexia. O vento parou de soprar, as folhas não mais balançavam, fazendo com que a cena, no contorno da janela, parecesse um retrato, que ficaria ali, imóvel para sempre. Só as penas da ave pareciam tremelicar de êxtase, de resposta positiva ao apelo invisível do animal à sua frente.
De repente, sem aviso, o gato deu um rápido salto e abocanhou o passarinho. Apenas um pulo certeiro e a ave se abandonou às suas unhas, sem nenhuma tentativa de fuga, sem dar um pio ou sequer experimentar bater as asas. Simplesmente se deixou ir, sem reação ou defesa, como se estivesse esperando por isso, desde o início do encontro. Sendo arrastado pelo bichano, parecia estar cumprindo seu destino. Então, eles desapareceram do meu campo de visão, e a natureza se recompôs, com seus sons e suas cores. Mais tarde, ao sair de casa, encontrei as pequenas asas e as vísceras do pássaro num canto do jardim.
Quantos de nós ja passamos, ou ainda passaremos, por uma experiência dessa natureza, não é possível imaginar. A atração, o amor que alguém nos desperta, pode se expressar de maneira tão absoluta, tão absurda, que acabamos por nos comportar como o passarinho da cena. São sentimentos incontroláveis que, tomando conta das nossas ações, fazem com que a noção de perigo desapareça, e nos entregamos felizes à destruição que o ser amado nos reserva.
Impossível se defender. Impossível não ir de encontro a essa doce e destruidora experiência, que acaba por ser responsável por tantas vidas prejudicadas, por tantos lares desfeitos e corações partidos. Escapar, usar mecanismos próprios para defesa, se mostra inoperante. Como pequenos pássaros, nos entregamos ao amor de algum predador, que só espera uma oportunidade para desenvolver seus instintos de envolvimento, destruição e fuga. E dá-lhe calmantes, psicoterapias, visitas a magos e videntes, que podem até melhorar o aspecto geral da dor, mas a decepção, a angústia do engano continuam por muito tempo, talvez para sempre.
E o gato, o gato devorador e envolvente. Provavelmente, estará de volta ao jardim, talvez mesmo amanhã, para atrair outro passarinho ingênuo.
domingo, 11 de abril de 2010
O nível de testosterona aumenta quando o homem sente o cheiro de uma mulher em período fértil.
squisa que afirma: O nível de testosterona aumenta quando o homem sente o cheiro de uma mulher em período fértil. Os pesquisadores: “Selecionaram quatro voluntárias, entre 18 e 19 anos, que não usavam contraceptivos e com ciclo menstrual regular. Cada uma delas vestiu uma camiseta por três dias, em diferentes períodos do ciclo menstrual. Essas camisetas e outras que nunca haviam sido usadas, foram levadas para serem cheiradas por 37 homens, entre 18 e 23 anos.”
Qual a conclusão da pesquisa?
“Depois de sentir o cheiro de cada camiseta, os níveis do hormônio testosterona de cada homem foram medidos. E o estudo mostrou que neste aspecto estamos muito próximos dos animais: aqueles que cheiraram as roupas de mulheres em período fértil tinham níveis muito mais elevados de testosterona do que os que sentiram o odor de camisetas limpas ou de mulheres fora do período de ovulação.”
Então perfume é só mais um produto de consumo? O que agrada mesmo é nosso ‘cheiro natural’?
Li outro texto interessante que afirma: “Outra das modificações humanas foi a perda de sentidos aguçados, como, por exemplo, o olfato. As mulheres, quando estavam em seu período fértil, liberavam um odor específico que os homens podiam sentir. Porém, algumas mulheres, se sentiam assediadas por alguns homens e passaram a camuflar seu odor natural, utilizando ervas e outras plantas em seu corpo, assim, os homens, como não se utilizavam mais desse sentido, perderam essa precisão. Hoje ainda existem resquícios, pois, algumas vezes, quando uma mulher mexe ou balança os cabelos, que junto com as mãos são pontos do feromônio, os homens, inconscientemente sentem uma presença, que, antes, se fazia mais forte.”